Lhes conto algumas novidades boas. Já temos ap! Depois de visitar mais de 30 apartmentos em 5 dias, com muuuuito suor, finalmente somos gente na terrinha. A minha maratona de procura calhou com os dias mais quentes do ano na cidade, adicionando os fatos de que Haifa é uma cidade repleta de ladeiras e que eu ainda conheço pouquíssimo. Ou seja, foram muitos quilômetros andados a pé, subindo ou descendo ladeiras, sob o sol escaldante e sozinho na maioria das vezes. Como a Tamara tem prova nos próximos dias, combinamos que eu iria ver a maioria dos aps sozinho e caso eu me apaixonasse por um, eu chamaria ela pra ver em seguida.
O ap é lindo! Moderno, reformado, bem cuidado, móveis novos (até televisão eles vão deixar!). É super bem localizado no Mercaz Hacarmel, onde tem vários pubs, cafés, restaurantes, cinemas... O proprietário é um jovem da nossa idade, que até agora morava no ap e está indo passar uma temporada de estudos de arquitetura na Itália. Gente do bem.
Aqui tem algumas fotos que tirei no dia da primeira visita pra mostrar pra Tamara. A primeira é o nosso quarto e a segunda vai virar a nossa sala. Além disso, tem uma varanda fechada que dá pra virar um quarto de visitas, fora uma pequena sala de trabalho que dá pra instalar os computadores e coisa e tal. A área de serviços tem uma vista maravilhosa da cidade. Uma pena que a vista não é de frente, mas também, se fosse, seria o dobro do preço.
A outra novidade é que hoje a noite to indo pros EUA me encontrar com meu irmão e Renata, num camping na Nova Inglaterra (Maine). Até barraca eu to levando na mala. Dia 5, eu vou de lá pro Brasil, indo direto pra Bahia, Praia do Forte, com a família da Tamara, passar o 7 de setembro. Chego no Rio dia 10 e fico até o início de outubro. Um grande abraço e até!
Monday, August 28, 2006
Friday, August 25, 2006
Das diversas coisas que nossos vizinhos radicais fazem com espantosa perfeição, a que mais me incomoda é o fato deles sempre conseguirem fazer com que Israel se desloque para a direita do mapa político regional.
Ontem, uma pesquisa publicada no jornal Yediot Aharonot, indica que a maioria dos israelenses, 63%, acha que o primeiro ministro Olmert deveria renunciar após o “fracasso” na guerra. Na mesma pesquisa, uma pergunta questionando em quem você votaria para primeiro ministro, com 45% dos votos, nosso ilustríssimo líder da direita, aniquilado nas últimas eleições da Knesset há 5 meses atrás, quando todos pensavam que era o fim da sua carreira política… Biniamin Netaniahu!
Nas últimas 2 décadas somos recheados de histórias desse gênero. Aí vão:
* Depois do assassinato de Rabin, em 95, seu parceiro na implementação dos Acordos de Oslo, Shimon Peres, assumiu interinamente o cargo e tinha tudo para dar sequência ao trabalho do amigo e vencer as eleições que aconteceriam no ano seguinte. Eram tempos de verdadeiro otimismo em Israel. Tempos em que o Shalom Achshaiv (Paz Agora) colocava 300.000 pessoas em eventos pela paz numa praça de Tel Aviv. Às vésperas das eleições, uma sequência violenta de atentados terroristas em Israel faz a opinião pública mudar de lado. O povo passou a optar pela política da Segurança com Paz (direita) ao invés da política vigente Paz com Segurança (esquerda). E dá-lhe Bibi nas urnas!
* Em 99, a esquerda conseguiu voltar ao poder depois de uma atuação desastrosa do então PM, Bibi, com a promessa de voltar às negociações de paz com os palestinos. Barak tentou fazer muito mais e foi derrubado 1 ano depois, não pela direita israelense, mas por nossos vizinhos palestinos. Mais precisamente, Yasser Arafat. Após coordenar unilateralmente a retirada das tropas israelenses da faixa de segurança no sul do Líbano em 2000 (que as consequências são exatamente essas que nós estamos acompanhando agora), Barak ofereceu 97% do território da Cisjordânia para que seu amigo Yasser pudesse fundar seu tão sonhado estado (ou nem tanto), mas… Yasser recusou. “Ou Jerusalém, ou nada!” Era o fim de Barak. No ano seguinte, é eleito o novo líder da direita e velho conhecido dos libaneses, Arik Sharon.
* Sharon se saiu melhor do que a encomenda e conquistou o coração de boa parte da esquerda com o plano de retirada unilateral dos territórios. Sharon atingiu a incrível marca de primeiro ministro com maior aprovação do povo de toda história de Israel. Saiu da direita e foi pro centro levando consigo uma legião de deputados e eleitores. Quando mais uma vez, parecíamos ter encontrado o caminho certo para a convivência com nossos vizinhos, a partir do dia seguinte da retirada das colônias na Faixa de Gaza, fomos presenteados (e ainda estamos sendo!) com lançamentos constantes de bombas kassam às cidades israelenses vizinhas da Faixa. Mais uma tentativa dos palestinos de nos impôr um governo de direita menos flexível e que vai contra os seus ideais (ou nem tanto).
* 6 anos após a retirada das tropas israelenses do sul do Líbano, a guerra atual mostra uma história bem parecida com os exemplos acima citados. Afinal de contas, o que será do Hesbollah se Israel assinar um acordo de paz com o Líbano? Do que eles vão viver?
Hoje houve uma manifestação com muitas famílias de soldados que caíram na guerra pedindo a saída do PM Olmert. A manifestação foi feita em frente ao túmulo da ex-PM Golda Meir, sugerindo que Olmert siga como exemplo o gesto de Golda que renunciou após a “derrota moral” na Guerra de Yom Kipur.
Eu acho a analogia com a guerra de Yom Kipur interessante. Se nós realmente perdemos essa guerra de agora, isso pode ser um bom sinal. Explico: Depois de todos os esforços que Israel fez para a paz nos últimos 15 anos, quem saiu fortalecido? A direita israelense e os árabes radicais. Já depois da guerra “perdida” de Yom Kipur, Israel assinou seu primeiro acordo de paz 6 anos depois. Quem sabe não estamos entrando em verdadeiros tempos de paz?
Posted by
Bruno
at
9:24 PM
3
comentários
Thursday, August 24, 2006
Eu estava vagando pelo Youtube, pensando na importância do Branco Mello pros Titãs, quando me deparei com um uma performance ao vivo de uma das melhores músicas, da melhor banda da atualidade e, talvez, a melhor banda pós-Beatles de que tenho conhecimento.
Essa música, aliás, segundo os próprios autores, nasce na inspiração de 2 músicas dos Beatles: I am the Walrus (Magical Mistery Tour, 1967), pela experiência de desmontar a música e montá-la novamente pra ver se faz algum sentido; e Happiness is a Warm Gun (The White Album, 1968), onde eles pegaram 3 músicas diferentes e encaixaram numa só.
Paranoid Android arrepia.
Paranoid Android
Radiohead
Álbum: Ok Computer, 1997
Posted by
Bruno
at
9:11 AM
1 comentários
Labels: música
Tuesday, August 22, 2006
Foto de família
"Aquela ali da esquerda é minha tia Margot. A que tá do lado dela é minha cunhada Magali e a do meio é minha outra tia Francis que é irmã gêmea da Margot. Se bem que eu sempre confundo as duas. Elas são muito parecidas. A quarta é minha esposa Ana Bela. Ela não é linda?!? A última... a última piscou o olho e eu não to reconhecendo..."
Posted by
Bruno
at
8:06 PM
6
comentários
Acabo de sair do supermercado e confesso que fiquei possesso com a mulher do caixa. Não havia fila e eu cheguei tranquilamente no caixa com a minha cestinha pra pagar as compras, sem muita pressa pra ir embora. Eu reparei que a atendente, sem uniforme, estava fazendo outra coisa no computador, totalmente compenetrada numa planilha em que ela analisava uns números, conversando com a mulher do caixa ao lado dela. Eu não atrapalhei, esperei que ela acabasse o que estava fazendo para então me atender, afinal de contas, eu não tinha muita pressa. Passado uns 3 minutos em que a mulher continuava com a cara grudada na tela e fingindo que não me via, a fila começou a se acumular atrás de mim e eu disse a ela:
- Slichá! (Dá licensa!) - tentando chamar a atenção da mulher.
Ela respondeu, ainda sem olhar pra minha cara:
- Rega! (Um momento!) - como quem dizia: “Você não tá vendo que eu tô ocupada?!?”
Continuei esperando, dessa vez um pouco mais puto e muito mais impaciente. Passou mais um minuto e ela me atendeu normalmente.
Passada minha irritação, comecei a pensar mais profundamente no assunto e lembrei de uma descrição que o Victor, depois de 2 anos vivendo aqui, certa vez me deu: “O israelense não é grosso. Ele é informal.” Ele tinha razão.
Aqui, a mulher que te atende no caixa não tem o sentimento de inferioridade em relação a você, consumidor, que uma profissional do mesmo ramo tem no Brasil, por exemplo. No Brasil, num bate-papo com um porteiro, fica muito claro que o porteiro é o porteiro (pobre, favelado, sem muito estudo, baixa remuneração e baixo esforço intelectual) e você é você (mais rico, instruído etc.). Isso ocorre naturalmente. Não por preconceito, necessariamente, mas por consequência natural da enorme desigualdade social que vive esse país. O mesmo acontece num restaurante, num posto de gasolina, na própria casa com a empregada doméstica e em vários outros exemplos.
Por exemplo: você tem todo direito de chegar num restaurante de mal humor, sentar, reclamar, não gostar de esperar pra ser atendido e reclamar de novo. Afinal, você é quem tá pagando. Agora, se o garçom acordou com a pá virada, brigou com a namorada e te atende de cara fechada… disso ele não tem direito. O garçom tem que estar sempre sorrindo, sempre agradando, porque ele é o servente e você é o servido. Essa cena é muito comum no Brasil, onde o dinheiro fala muito alto.
Em Israel não é bem assim. A mulher do caixa me deixa esperando porque ela me olha como se eu fosse igual a ela. Não importa se eu sou mais rico, se eu sou sou mais poderoso, se eu sou isso ou sou aquilo. O que importa é que ela também é um ser humano, que também trabalha e ganha seu dinheiro dignamente e que também tem o direito de ficar de mal humor quando quiser. Por isso eu repito: o israelense não é grosso. Ele é informal.
Posted by
Bruno
at
10:30 AM
2
comentários
Monday, August 21, 2006
Recebi isso da minha avó. Achei interessante. Assim, a única revista que precisaria ser feita seria através do exame do toque.
Posted by
Bruno
at
3:00 PM
2
comentários
Labels: fotos
Saturday, August 19, 2006
Uma pérola. Elis e Adoniran cantando Iracema.
Posted by
Bruno
at
8:21 AM
0
comentários
Labels: música
Wednesday, August 16, 2006
Hoje, finalmente voltamos a Haifa após a guerra. Não estamos tão certos que a guerra tenha de fato terminado, mas essa trégua nos estimulou a voltarmos e começarmos nossa tão sonhada busca por um ap pra morar.
Na estação de trem em Tel Aviv fomos surpreendidos com um gesto lindo da companhia de trem: as passagens para os moradores do norte voltarem pra casa são gratuitas. Ficamos emocionados. Pequenos gestos que nos fazem ficar cada vez mais felizes, com um sentimento de que realmente estamos em casa aqui. Vejam o bilhete do trem que eles confeccionaram.
Além do preço 0,00 shekalim que não é difícil de entender, embaixo vem escrito:
Letzafon Beahavá - Ao norte com amor
Curtimos.
Posted by
Bruno
at
7:31 AM
2
comentários
Tuesday, August 15, 2006
Agora algumas fotos da parte terrestre da Turquia.
A primeira foto é também na Capadócia, onde tem essas formações rochosas em forma de pirulito.
Essa é numa fábrica de cerâmicas.
Isso é um restaurante à beira do rio. Tamarinha e eu.
Foto "Chegamos em Istambul!" no aeroporto.
Mesquita Azul
Tamarinha e minha mãe numa pracinha que tem entre as mesquitas Azul e Santa Sofia.
Tamarinha e meu pai no mercado egípcio de especiarias.
Pôr do sol feio em uma mesquita qualquer.
Posted by
Bruno
at
2:47 PM
3
comentários
Saturday, August 12, 2006
Finalmente, vou postar aqui algumas fotos da viagem pra Turquia que fiz semana passada. Devido à quantidade de fotos que tirei e, especialmente, ao passeio de balão que a gente fez na Capadócia, vou dividir o post em 2. Hoje eu coloco só algumas das mais de 40 fotos no balão, que aliás, é um prato cheio pra fotógrafos! Amanhã ou outro dia próximo eu coloco algumas fotos de Istambul e do restante da viagem.
Vou me privar nesse post a não ficar comentando foto a foto, porque acho que as fotos se comentam por si só. Simplesmente uma das melhores sensações da vida. Recomendo.






Posted by
Bruno
at
11:51 AM
6
comentários
Tuesday, August 08, 2006
Cheguei de viagem anteontem e eu queria realmente que meu primeiro post desse retorno fosse uma descricao da maravilhosa viagem que fizemos pra Turquia nessa semana que passou, com fotos que ficaram maravilhosas. Infelizmente, essa guerra ainda nao acabou e me consome mais e mais a cada dia. Nao so pela guerra por si so, mas pela merda de cobertura que a midia internacional dedica a ela. Eu tambem nao gostaria de postar um artigo de um jornalista qualquer, visto que milhoes de artigos sao circulados por dia na internet e voces (pelo menos quem se importa pelo assunto) ja devem estar saturados, alem do que perde um pouco o sentido do blog. Mas como meus pais estao em Israel agora e eu nao tenho muito tempo nem acesso direto a internet, vou postar esse artigo que foi escrito por um colunista da Folha de SP e eu vibrei de tanto que concordei com ele. Enjoy!
Caros senhores terroristas
Começou a época das manifestações. Leio agora que, só em Londres, milhares de pacifistas saíram à rua para marchar contra a guerra no Oriente Médio. Nada a opôr. Marchar contra a guerra é simpático. Mais ainda: é cómodo. Você pode não saber nada sobre o conflito, nada sobre as razões do conflito, nada sobre as consequências do conflito. Mas é contra. Ser contra é a absolvição do pensamento: uma forma tranquila de colocar a flor na lapela do casaco e mostrar a sua vaidade moral ao mundo. Hitler invadiu a Polônia, exterminou milhões de judeus e procurou subjugar um continente inteiro? O pacifista é contra. Contra quê? Contra tudo: contra Hitler, contra Churchill, contra Roosevelt. Contra Aliados, contra nazistas. E quando os nazistas entram lá em casa e se preparam para matar o pacifista, ele dispara, em tom poético: "Não me mate! Você não vê que eu sou contra?" É provável que o nazista se assuste com a irracionalidade do pacifista e desapareça, correndo.
Capitão: "Eu não mandei você matar o inimigo?"
Soldado: "Sim, meu capitão. Mas ele era contra. Fiquei com medo."
O pior é que os pacifistas que saíram à rua não são contra tudo. Eles só são contra algumas coisas, o que torna o caso mais complexo e, do ponto de vista paranóico, muito mais interessante. Lemos as palavras de ordem e ficamos esclarecidos. "Não ataquem o Irã". "Liberdade para a Palestina". "Tirem as mãos do Líbano". Imagino que alguém deixou em casa as frases sacramentais. "Irã só quer paz". "Hizbollah é gente séria". "Israel é racista; não gosta de mísseis". Essa eu entendo. Israel retirou do Líbano em 2000. Retirou de Gaza em 2005. O Líbano e Gaza, depois da retirada, transformaram-se em parque de diversões para terroristas do Hizbollah e do Hamas (leia-se: do Irã e da Síria) que tinham por hábito sequestrar soldados israelenses e lançar rockets para o interior do estado judaico. Israel, inexplicavelmente, não gostava de apanhar com mísseis na cabeça, marca visível da sua intolerância. Os pacifistas de Londres deveriam denunciar essa intolerância: um Estado que retira dos territórios ocupados e, ainda por cima, não gosta de ser bombardeado, não merece o respeito da "comunidade internacional".
E a "comunidade internacional" não respeita. Desde o início das hostilidades, no sul do Líbano, regressaram acusações conhecidas de "desproporção" e "matança indiscriminada de civis". Apoiado: as acusações, não os ataques. Se Israel não gosta de ser bombardeado, deveria refrear seus ímpetos belicistas e escrever uma carta aos senhores terroristas. Para explicar o desconforto da situação. Exemplo:
"Caros senhores terroristas,
Boa tarde.
Nós sabemos o quanto vocês gostam de bombardear as nossas cidades, apesar de termos voluntariamente retirado dos vossos territórios. Longe de nós condenar a forma gentil como gostais de matar o tempo. Mas lançar rockets para o interior de Israel não mata só o tempo; também mata pessoas que estão nas ruas, nos mercados, nos cafés. Seria possível parar com esse desporto?
Nós, judeus, sabemos que o pedido é excessivo, na medida em que, segundo opiniões dos senhores terroristas, que nós compreendemos e até respeitamos, desde 1948, ano da fundação de Israel, que nós não temos qualquer direito à existência. Mas não seria possível chegar a um entendimento, apesar da palavra 'entendimento' ser ofensiva para a cultura dos senhores terroristas? Dito ainda de outra forma: não seria possível que o lançamento de rockets ocorresse apenas em dias salteados? Por exemplo: às segundas, quartas e sextas? Os sequestros seriam apenas às terças e quintas, de preferência mais ao final da tarde, depois da saída do trabalho, para deixar o jantar já pronto.
O pedido pode parecer excessivo mas gostaríamos de lembrar aos senhores terroristas --e, por favor, não vejam nas nossas palavras qualquer crítica-- que nós tivemos essa gentileza: avisar as populações civis de que o sul do Líbano seria atacado, pedindo-lhes que se retirassem. Estamos conscientes, e por isso nos penitenciamos, que esse aviso às populações civis acaba por retirar valioso material humano que os senhores terroristas gostam de usar como escudo para exibir na televisão. Mas não seria possível substituir seres humanos por sacos de areia, mais fáceis de usar e controlar?
Uma vez mais, queiram-nos perdoar a ousadia da sugestão. Estamos certos de que a racionalidade das nossas propostas será recebida com a irracionalidade dos vossos propósitos."
Depois, era só enviar a carta e, estou certo, esperar pela resposta. Que viria, como vem sempre, voando pelos ares.
João Pereira Coutinho, 30, é colunista da Folha de S.Paulo . Reuniu
seus artigos no livro "Vida Independente: 1998-2003", editado em
Portugal, onde vive. Escreve quinzenalmente, às segundas-feiras,
para a Folha Online.
Posted by
Bruno
at
9:01 AM
1 comentários
Thursday, July 27, 2006
O blog vai entrar de ferias.
Em funcao disso, estou indo amanha pra Turquia com a Tamara encontrar meus pais.
Volto dia 6 pra ca com eles. Hasta!
Posted by
Bruno
at
9:07 AM
1 comentários
Wednesday, July 26, 2006
Recebi esse texto sobre a guerra.
http://pedrodoria.nominimo.com.br/
Escrevi essa resposta.
"Não adianta argumentar que o Hezbolá não segue tampouco se preocupa em seguir a Convenção de Genebra. Não é mesmo o que se espera de um grupo terrorista. São bárbaros. Israel é que não tem este direito."
Esse trexo do texto do Pedro Doria deixa claro como sua mensagem é vaga e populista. Sempre que se critica essas ações de Israel, se esquece de dar as sugestões para um combate "limpo" ao terrorismo, de acordo com a Convencao de Genebra etc. Por que? Porque nao lhes importa tanto assim. O que importa é denunciar a morte de civis inocentes, os desrespeitos a convenções internacionais por um país como Israel que já sofreu tantas atrocidades em sua história e agora faz o mesmo com os povos vizinhos (esse argumento é um dos preferidos dos anti-semitas de plantão).
"Israel é que não tem esse direito." Israel nunca tem esse direito! Dos terroristas nós podemos esperar que mandem bombas sem direcão exata para cidades de Israel, afinal de contas eles são terroristas. Mas de Israel nós não podemos tolerar um revide, porque senão vira "reação desproporcional" (a midia adora esse termo), morte de civis inocentes, guerra! Francamente!
Falta enxergar que o objetivo dos terroristas é esse. Criar uma reaçãao internacional que crucifica as ações de Israel, colocando-nos como os responsáveis pela desordem e falta de paz na regiao, como assassinos de civis inocentes e "terroristas de estado". Afinal de contas, qual o país que vai ficar de braços cruzados enquanto suas fronteiras são invadidas e seus soldados são sequestrados e mortos quando não há nenhum motivo evidente para isso? Se bem que eles são terroristas, então, segundo Pedro Doria, isso já é esperado por nós. ISRAEL NÃO TOLERA MAIS ESSE JOGO.
Há 60 anos que Israel foi fundado e desde então o Libano está em estado oficial de guerra contra Israel. Não estamos falando do Hesbolá e sim do Libano. Não acha que é um pouco demais?
Infelizmente, se ao longo da sua historia, Israel sempre obedecesse convenções internacionais, intervenções da ONU etc. em guerras que NÃO FORAM CHAMADAS PELA GENTE, Israel não existiria hoje. Israel aprendeu em 60 anos e o povo judeu em mais de 2000 anos, que não podemos depender de ajuda e conselho externo pra se defender.
Sobre o trecho: "Mais que isso: a Convenção de Genebra foi criada justamente para que aquilo que os nazistas fizeram nunca mais encontrasse qualquer rastro de legitimidade; para que nunca mais alguém pudesse dizer ‘estou seguindo ordens’ e pronto. Israel e a Convenção de Genebra são filhos legítimos da mesma mãe terrível." Só posso dizer que lhe falta enbasamento histórico. Quem criou o Estado de Israel foi o movimento sionista, que muito antes do holocausto já vinha trabalhando para a sua criação.
Posted by
Bruno
at
4:51 PM
1 comentários
Tuesday, July 25, 2006
Faça como um velho marinheiro, que durante o nevoeiro, leva o barco devagar...
Posted by
Bruno
at
8:05 AM
0
comentários
Labels: música
Tuesday, June 27, 2006
Copa
As casas lotéricas aqui estão todas fantasiadas de Copa. Imaginem que a decoração traz as bandeiras somente de 4 países: Brasil, Espanha, França e Arábia Saudita!!! Sabe quando que a Arábia Saudita ia botar uma bandeirinha de Israel na mesma situação??? Falta muito.....
Hoje assisto o jogo num pub em Jerusalem. Essa foto foi tirada no jogo contra a Austrália em Tel Aviv.
Posted by
Bruno
at
8:44 AM
0
comentários
Monday, June 19, 2006
Vamos às novidades. Semana passada acabou o ulpan. Isso significa que aquela fase inicial de viver com uma galera, ter aulas de hebraico todo o dia etc. acabou. Agora, cada um vai pro seu canto, aluga um ap, vai morar na faculdade, uns até voltam pro Brasil e a vida recomeça. A minha vida está de nômade por enquanto. Ainda não tenho lugar fixo pra morar. No mês de julho, trabalharei de madrich dos moleques do shnat levantando um capital, portanto até lá, estarei vivendo de favores de amigos pulando de casa em casa.
Aqui umas fotos da festa de despedida do ulpan, que aliás, foi sensacional! Algumas informações sobre a galera nas fotos:
Na esquerda, Stephi, francesa da melhor qualidade. Gente finissima. Uma das melhores pessoas que conheci no ulpan. Mora em Tel Aviv e estudou cinema na França. Ao lado Maia, única brasileira (carioca!) parceira de classe no ulpan. Quer morar em Tel Aviv e ser aceita na escola de artes da Universidade Hebraica. É artista de profissão. Ao lado Marcela, alguns de voces conhecem, tá morando em Tel Aviv e quer ser aceita no mestrado de fisioterapia da Universidade de Tel Aviv. Ao lado dela Davi de Belém, já foi aceito na Universidade de Haifa pro mestrado de Estatística. Vai ser meu parceirinho de cidade. Atrás dele, Rodrigo Alfajor, parceiríssimo de toda hora, vai morar em Jerusa por enquanto. Quer fazer mestrado em publicidade ou algo do gênero. Meu pato no Winning Eleven. Com a camisa do Tabajara Futebol Clube, o candidato a substituto do Bussunda, Nelsinho de POA, companheiro de anos. É ele quem me cede o teto nesses momentos de instabilidade. Grande figura!
Nessa foto tem Juliano mineiro, cruzeirense doente, poeta/ escritor. Outro que vai morar em Haifa. Já foi aceito na Universidade.
Posted by
Bruno
at
9:56 AM
2
comentários
Monday, June 12, 2006
Posted by
Bruno
at
6:11 AM
1 comentários
Tuesday, June 06, 2006
Tiul Darom
Na semana passada rolou o último dos passeios organizados pelo Ulpan. Foi um passeio pro sul onde além dos lugares clássicos de visita no sul (Massada, Sde Boker, Beduínos etc.), fomos pra um spa com piscinas térmicas e saunas. Fomos também pra uma trilha em Ein Gedi que tinha umas quedas d'água no meio do deserto. Pardisíaco.
A foto mostra a vista de Sde Boker, kibutz onde Ben Gurion escolheu para passar os últimos anos de sua vida.
Aqui Ein Guedi. Reparem no fundo da foto a cascatinha que rola. Um senhor Oásis pro calor que fazia... Da esquerda pra direita: Dave (País de Gales), Bianca (Rio), Rodrigo (POA), Eu, Marcela (Rio), Maia (Rio).
No meio do deserto, ao lado das tendas beduínas, tomando um drink com a galera.
Dando um rolé de camelo.
Posted by
Bruno
at
5:32 AM
0
comentários
Tuesday, May 16, 2006
Lag Baomer
hoje é Lag Baomer. Trocando em miúdos, é um feriado em que todo israelense faz fogueira e enche a cara. Nós não fizemos diferente. Tivemos uma fogueira do Ulpan e em seguida fizemos uma festinha particular cuja a temática era o Brasil, o carnaval, o futebol, a saudade... Vejam as fotos.
Uma homenagem a convocação da seleção: a nossa seleção.
Aqui meus companheiros de quarto Giulio e Gui. Meus guarda-costas. Ao lado esquerdo da foto, reparem o bandeirão que vem me acompanhando o ulpan inteiro. ;)
Aqui, eu e Maia num momento de puro autismo relembrando grandes sambas. Foi bom!
Thursday, May 04, 2006
Yom Haatzmaut e Yom Hazicaron
Esses últimos dias foram dois dias muito especiais no calendário do país: Yom Hazicaron (dia de lembrança dos mortos em guerras e atos de terror) e Yom Haatzmaut no dia seguinte (Independência de Israel). O primeiro, por motivos óbvios, é o dia mais triste do ano em Israel e o segundo, em contrapartida, é disparado o mais feliz. Há quem se sinta incomodado com essa diparidade de climas de um dia pro outro no país, mas a idéia acho que é mostrar que apesar da dor da perda, das guerras que sempre estarão presentes na História do país, AM ISRAEL CHAI! (o povo de Israel vive!) E vive mesmo.
Essa foto foi durante um ato de iom hazicaron numa escola secundária perto do ulpan. O ato foi lindíssimo.
A Tamara estava comigo esses dias, já que ela quase não teve aulas nessa semana. Depois do ato fomos almoçar em um restaurante perto de Machané Yehuda.
À noite começou Iom Haatzmaut e o Victor veio de Haifa pra passar o Iom Haatzmaut com a gente. Fomos pra Kikar Tzion no centro de Jerusalem onde tava rolando um showzinho meio chumbrega. Mas com uma boa pitada de alcool e muita galera maneira, o evento tornou-se divertidissimo. Nessa foto estamos Dani (amigo do Victor da Venezuela), Victor e eu.
Aqui, Tamara e eu.
No dia seguinte, fomos pra Hertzilia para um churrasco de Iom Haatzmaut, na casa de uma amiga nossa do Uruguai. Fazer churrasco em Iom Haatzmaut é, definitivamente, uma tradição israeli. Na foto estou eu e Veronica: uma outra amiga minha uruguaia dos tempos de shnat.
Posted by
Bruno
at
8:26 AM
2
comentários





