Já foram 4 filmes até agora. Decidi que eu não ia seguir essa minha listinha à risca pra não ficar tão preso a programação do festival enquanto eu estiver no Rio. Assim, eu vou indo quando me der vontade, aproveitando o tempo cocô que tá na cidade. Digo que até agora minha média dos filmes nunca esteve tão alta. Vi 3 filmes excepcionais, na categoria do "Não deixe de ver de jeito nenhum!" e um muito bom.
Little Miss Sunshine. Filme americano de diretores desconhecidos (Jonathan Dayton e Valerie Faris) e roteirista idem (Michael Arndt). 
Não me lembro da última vez que ri tanto no cinema. Comédia genial! (Se você não gosta de ler sinopses antes dos filmes, pare aqui!) Uma família que reune um avô pervertido viciado em cocaína, um adolecente revoltado que fez voto de silêncio pra conseguir ser piloto, um tio gay que sofre depressão e tentou se matar e outros tipos, resolve encarar uma viagem numa kombi pra levar a filha pequena (grande atuação, aliás) pra California pra disputar o concurso de Little Miss Sunshine. Deve entrar em cartaz. Não perca. Por favor!
Babel. Do diretor mexicano Alejandro Inarritu (que aliás estava presente na seção, acompanhado de seu amigo Walter Salles), segundo o próprio, o último da trilogia que já tinha Amores Brutos e 21 Gramas. Fechado com chave de ouro. História densa que se passa em 4 países (EUA, México, Marrocos e Japão), onde uma turista americana é baleada por acidente no marrocos e todos pensam que é um atentado terrorista. Destaque pra montagem que deixa o filme ainda mais alucinante (me lembrou Traffic nesse quesito). Prepare o estômago porque o filme não é leve. Me parece, que com esse filme, Inarritu está de vez no mesmo patamar dos grandes diretores de cinema da atualidade.
The wind that shakes the barley. Dirigido por Ken Loach e produzido em vários países também. Conta uma história pesadíssima dos anos 20 na Irlanda, sobre fatos que antecederam a guerra de independência desse país. Considero imperdível também. Destaque pra fotografia e figurino. Ganhou a Palma de Ouro de Cannes esse ano, portanto, quem não pegar no festival, não precisa se preocupar.
Lie with me. O quarto não está no mesmo nível dos outros 3, mas também foi uma grata surpresa. Da mostra canadense do festival, o filme se trata de uma mulher viciada em sexo que finalmente consegue se apaixonar. Os dois constróem uma estranha relação baseada no sexo. Achei as atuações muito reais e a trama interessante. A legenda era eletrônica então não creio que vá chegar por aqui. Se você se incomoda com cenas de sexo explícito, esse não é o seu filme.
Fora os filmes, como eu tinha falado, na semana passada fomos, enfim, no show do Chico. O show foi maravilhoso. 
Além de todo o cd novo, que eu devo admitir que alguma coisa dele me agrada bastante (não todo!), ele cantou várias músicas antigas. Porém, dessa vez ele não optou por músicas muito evidentes da carreira pra cantar. 3 músicas do Grande Circo Místico (A Bela e a Fera, A História de Lilly Brown e Na Carreira), Mambembe, Te perdôo, a belíssima Eu Te Amo (segundo a Tamara, nessa hora minha boca foi ao chão), Palavra de Mulher da ópera etc. Gostei da seleção. O cenário é simples e chiquérrimo: uma barra de aço formando a silhueta do Rio fica mudando de cor de acordo com a luz que a ilumina. Hoje, por coincidência, tava comentando do show com o Vaks no carro, quando de repente passa o Chico andando na praia.
O homi não morre tão cedo! Nós agradecemos.
Tuesday, September 26, 2006
Wednesday, September 20, 2006
Vai começar o Festival. É a primeira vez desde que assisti meu primeiro festival de cinema, que vou ter tanto tempo pra ver os filmes que eu quiser. Fiz uma pré-seleção que chegou aos 30 filmes. Me baseei em amigos, como Ives e Yaniv, nos cítricos do Globo e na minha intuição. Daí, sentei com a Tamara e resolvemos fazer uma pós-seleção. Desceu pra 16 filmes. Desses, eu só consegui comprar 3 pela internet e o resto vamos tentar na sexta de manhã na estação de vendas ou na própria seção do filme. Por exemplo, para ver Meus 15 anos na quarta às 2 da tarde no São Luiz, não preciso comprar com antecedência de jeito nenhum. Obviamente que de acordo com sol/chuva ao longo do dia, poderemos fazer pequenas alterações no nosso roteiro. A lista é essa aí:
- Noel, um poeta da vila - comprado
- O céu de Suely
- Proibido proibir
- The wind that shakes the barley
- Dalia negra
- A scanner darkly
- Babel - comprado
- 100 escovadas antes de dormir
- Fonte da vida - comprado
- Red road
- Meus quinze anos
- Madeinusa
- Só deus sabe
- CRAZY
- Destricted
- Ponto de encontro
Reparem que não incluo Volver do Almodovar, porque já vi em Israel há uns 2 meses. Na verdade não gostei, mas continua sendo um Almodovar. Outro filme que está no festival e eu já vi em Israel é Princesas. Também é espanhol e é do mesmo diretor de Los lunes al sol (Fernando Leon de Aranoa), que é um filme que eu recomendo demais. Princesas não chega ao nível de Los lunes mas é um belo filme sobre prostitutas e eu recomendo para o festival.
Daqui a pouco estou indo pra São Paulo. Vamos no show do Chico, Carioca, amanhã no Tom Brasil. Aproveitamos a temporada pra mesclar uma visitinha aos nossos amigos paulistas e o show do cara. Estamos ansiosos. Tanto eu, quanto a Tamara nunca fomos num show dele e, quem nos conhece, sabe o quanto valorizamos o sujeito. Prometo uma cítrica aqui depois do show. Dos filmes também. Voltamos sexta pra Rosh Hashaná.
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Sunday, September 17, 2006
O papa Bento 16 fez besteira. Ofendeu o mundo islâmico de forma agressiva e pejorativa. Imaginem que num discurso em que ele pretendia chamar os muçulmanos para o diálogo, ele mencionou um discurso do século 14 que dizia que Maomé havia trazido coisas "apenas más e desumanas, como sua ordem para difundir pela espada a palavra da fé que ele pregava". O mundo islâmico se ofendeu e não tardou a reagir, exigindo um pedido de desculpas. Afinal de contas, eles não usam espadas pra profilerar sua fé há muitos anos; de uns tempos pra cá, eles vem se aperfeiçoando na utilização de bombas de longo alcance e até, de vez em quando, homens vestidos de bomba! Por isso se gerou esse mal estar todo. Os muçulmanos não gostaram de ser associados a objeto de tão inestimado valor, como uma espada. Eles exigem que seja feita a correção do discurso pelo papa. Seria mais ou menos assim: "como sua ordem para difundir pelos homens-bomba a palavra da fé que ele pregava". Aí eu acho que eles ficariam mais contentes.
A consequência do discurso, não precisávamos esperar as notícias para saber qual é. Bombas, bombas e mais bombas. Pelo menos 3 cidades na Cisjordânia (Tul Karem, Nablus e Tubas) tiveram suas cidades atacadas, ora por bombas, ora por tiros, nos últimos dois dias. E se o papa não fizer um pedido de desculpas imediato, as promessas nem precisam ser feitas. Mais bombas vem aí!
Mais uma vez, quem se aproveita da situação são os radicais islâmicos que voltam a rotina normal de trabalho: espalhar o terror em nome da fé.
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2:40 PM
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Friday, September 15, 2006
Ontem foi um dia de matar saudades. Fora a prainha, que já não é novidade e tem sido bem generosa comigo desde a minha chegada, ontem foi dia de espetáculo na minha reestréia do Maracanã, showzaço na Fundição e retorno ao BB Lanches.
Tamarinha foi comigo assistir a Flu e Bota no Maracanã e mostrou que tem estrela. Aliás, quem mostrou que tem estrela mesmo é o Marcão.
O cara é um exemplo a ser seguido por todos os jogadores do mundo. O cara tem só 9 anos de carreira no Fluminense! Merece uma estátua nas Laranjeiras. Enquanto não vem, levantamos uma no blog do Bruninho. Resultado de ontem: 1 a 1 no tempo normal, com gol de Marcão no último lance do jogo, ganhando na disputa de penaltis. No Globo de hoje aparece umas 6 ou 7 vezes a palavra "impedido" pra descrever o gol do Marcão. Daonde eu tava, não vi impedimento nenhum! Depois dizem que a mídia não é anti-semita...
Depois do jogo, fomos direto pra Lapa onde ia rolar na Fundição o tão esperado show do Franz Ferdinand. Tava com uma saudadezinha de um show/pressão como esse. Segundo o Vaks, a energia do show era similar a do Los Hermanos. Segundo o Bruninho, o som lembrava muitas vezes The Doors. Segundo o Victor, o batera deu show a parte. Foi bom ter ido novamente a um show com o Yaniv (meu parceiraço de shows e vice-versa!). Anotem o nome desses caras.
Música de grande qualidade e uma boa galera escoltando, só podia terminar de uma forma: BB Lanches. Cheesefrangosalada e um mate foi o pedido. Aos poucos a saudade vai amansando...
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Tuesday, September 12, 2006
Cheguei domingo no Rio. Antes disso passei uns dias visitando Ilan e Renata nos EUA e depois passei uns dias na Praia do Forte com a família da Tamara. Tem momentos na vida em que não convém reclamar demais da vida. Esse, definitivamente, está sendo um desses momentos...
Com o Ilan, fui acampar num Parque Nacional chamado Acadia que fica no Maine, na Nova Inglaterra. A localização é essa aí do mapa.
O lugar é uma ilha enorme recheada de trilhas e visus incríveis por todo os lados. Animal! Chegamos no final do verão e peguei o melhor clima possível: sol durante o dia e friozinho de noite no camping. Se tivéssemos chegado uma semana ou duas mais tarde, teríamos pego a grande virada de cores da vegetação, onde grande parte das árvores ficam com tonalidades vermelhas. Em resumo, recomendo o lugar pra qualquer um viajar. Recomendo que vejam as fotos também.
O Ilan disponibilizou as fotos num link, então vou colocá-lo aqui pra quem tiver na pilha de ver algumas fotos. É melhor do que eu ficar uploadando meia dúzia de fotos durante meia hora.
Vou botar uma só pra dar o gostinho...
As fotos da Bahia vou ficar devendo, mas vou colocar também em algum momento próximo.
Agora é Rio. Do melhor e do pior. Tamo na área!!!
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Monday, September 11, 2006
Ontem foi aniversário da Tamarinha. Minha homenagem vai através das palavras de um dos maiores sambistas brasileiros da história: Nelson Cavaquinho.
Minha Festa
Graças a deus, minha vida mudou
Quem me viu, quem me vê
A tristeza acabou
Contigo aprendi a sorrir
Escondeste o pranto de quem sofreu tanto
Organizaste uma festa em mim
É por isso que eu canto assim
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3:45 PM
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Monday, August 28, 2006
Lhes conto algumas novidades boas. Já temos ap! Depois de visitar mais de 30 apartmentos em 5 dias, com muuuuito suor, finalmente somos gente na terrinha. A minha maratona de procura calhou com os dias mais quentes do ano na cidade, adicionando os fatos de que Haifa é uma cidade repleta de ladeiras e que eu ainda conheço pouquíssimo. Ou seja, foram muitos quilômetros andados a pé, subindo ou descendo ladeiras, sob o sol escaldante e sozinho na maioria das vezes. Como a Tamara tem prova nos próximos dias, combinamos que eu iria ver a maioria dos aps sozinho e caso eu me apaixonasse por um, eu chamaria ela pra ver em seguida.
O ap é lindo! Moderno, reformado, bem cuidado, móveis novos (até televisão eles vão deixar!). É super bem localizado no Mercaz Hacarmel, onde tem vários pubs, cafés, restaurantes, cinemas... O proprietário é um jovem da nossa idade, que até agora morava no ap e está indo passar uma temporada de estudos de arquitetura na Itália. Gente do bem.
Aqui tem algumas fotos que tirei no dia da primeira visita pra mostrar pra Tamara. A primeira é o nosso quarto e a segunda vai virar a nossa sala. Além disso, tem uma varanda fechada que dá pra virar um quarto de visitas, fora uma pequena sala de trabalho que dá pra instalar os computadores e coisa e tal. A área de serviços tem uma vista maravilhosa da cidade. Uma pena que a vista não é de frente, mas também, se fosse, seria o dobro do preço.
A outra novidade é que hoje a noite to indo pros EUA me encontrar com meu irmão e Renata, num camping na Nova Inglaterra (Maine). Até barraca eu to levando na mala. Dia 5, eu vou de lá pro Brasil, indo direto pra Bahia, Praia do Forte, com a família da Tamara, passar o 7 de setembro. Chego no Rio dia 10 e fico até o início de outubro. Um grande abraço e até!
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7:13 AM
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Friday, August 25, 2006
Das diversas coisas que nossos vizinhos radicais fazem com espantosa perfeição, a que mais me incomoda é o fato deles sempre conseguirem fazer com que Israel se desloque para a direita do mapa político regional.
Ontem, uma pesquisa publicada no jornal Yediot Aharonot, indica que a maioria dos israelenses, 63%, acha que o primeiro ministro Olmert deveria renunciar após o “fracasso” na guerra. Na mesma pesquisa, uma pergunta questionando em quem você votaria para primeiro ministro, com 45% dos votos, nosso ilustríssimo líder da direita, aniquilado nas últimas eleições da Knesset há 5 meses atrás, quando todos pensavam que era o fim da sua carreira política… Biniamin Netaniahu!
Nas últimas 2 décadas somos recheados de histórias desse gênero. Aí vão:
* Depois do assassinato de Rabin, em 95, seu parceiro na implementação dos Acordos de Oslo, Shimon Peres, assumiu interinamente o cargo e tinha tudo para dar sequência ao trabalho do amigo e vencer as eleições que aconteceriam no ano seguinte. Eram tempos de verdadeiro otimismo em Israel. Tempos em que o Shalom Achshaiv (Paz Agora) colocava 300.000 pessoas em eventos pela paz numa praça de Tel Aviv. Às vésperas das eleições, uma sequência violenta de atentados terroristas em Israel faz a opinião pública mudar de lado. O povo passou a optar pela política da Segurança com Paz (direita) ao invés da política vigente Paz com Segurança (esquerda). E dá-lhe Bibi nas urnas!
* Em 99, a esquerda conseguiu voltar ao poder depois de uma atuação desastrosa do então PM, Bibi, com a promessa de voltar às negociações de paz com os palestinos. Barak tentou fazer muito mais e foi derrubado 1 ano depois, não pela direita israelense, mas por nossos vizinhos palestinos. Mais precisamente, Yasser Arafat. Após coordenar unilateralmente a retirada das tropas israelenses da faixa de segurança no sul do Líbano em 2000 (que as consequências são exatamente essas que nós estamos acompanhando agora), Barak ofereceu 97% do território da Cisjordânia para que seu amigo Yasser pudesse fundar seu tão sonhado estado (ou nem tanto), mas… Yasser recusou. “Ou Jerusalém, ou nada!” Era o fim de Barak. No ano seguinte, é eleito o novo líder da direita e velho conhecido dos libaneses, Arik Sharon.
* Sharon se saiu melhor do que a encomenda e conquistou o coração de boa parte da esquerda com o plano de retirada unilateral dos territórios. Sharon atingiu a incrível marca de primeiro ministro com maior aprovação do povo de toda história de Israel. Saiu da direita e foi pro centro levando consigo uma legião de deputados e eleitores. Quando mais uma vez, parecíamos ter encontrado o caminho certo para a convivência com nossos vizinhos, a partir do dia seguinte da retirada das colônias na Faixa de Gaza, fomos presenteados (e ainda estamos sendo!) com lançamentos constantes de bombas kassam às cidades israelenses vizinhas da Faixa. Mais uma tentativa dos palestinos de nos impôr um governo de direita menos flexível e que vai contra os seus ideais (ou nem tanto).
* 6 anos após a retirada das tropas israelenses do sul do Líbano, a guerra atual mostra uma história bem parecida com os exemplos acima citados. Afinal de contas, o que será do Hesbollah se Israel assinar um acordo de paz com o Líbano? Do que eles vão viver?
Hoje houve uma manifestação com muitas famílias de soldados que caíram na guerra pedindo a saída do PM Olmert. A manifestação foi feita em frente ao túmulo da ex-PM Golda Meir, sugerindo que Olmert siga como exemplo o gesto de Golda que renunciou após a “derrota moral” na Guerra de Yom Kipur.
Eu acho a analogia com a guerra de Yom Kipur interessante. Se nós realmente perdemos essa guerra de agora, isso pode ser um bom sinal. Explico: Depois de todos os esforços que Israel fez para a paz nos últimos 15 anos, quem saiu fortalecido? A direita israelense e os árabes radicais. Já depois da guerra “perdida” de Yom Kipur, Israel assinou seu primeiro acordo de paz 6 anos depois. Quem sabe não estamos entrando em verdadeiros tempos de paz?
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Thursday, August 24, 2006
Eu estava vagando pelo Youtube, pensando na importância do Branco Mello pros Titãs, quando me deparei com um uma performance ao vivo de uma das melhores músicas, da melhor banda da atualidade e, talvez, a melhor banda pós-Beatles de que tenho conhecimento.
Essa música, aliás, segundo os próprios autores, nasce na inspiração de 2 músicas dos Beatles: I am the Walrus (Magical Mistery Tour, 1967), pela experiência de desmontar a música e montá-la novamente pra ver se faz algum sentido; e Happiness is a Warm Gun (The White Album, 1968), onde eles pegaram 3 músicas diferentes e encaixaram numa só.
Paranoid Android arrepia.
Paranoid Android
Radiohead
Álbum: Ok Computer, 1997
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Tuesday, August 22, 2006
Foto de família
"Aquela ali da esquerda é minha tia Margot. A que tá do lado dela é minha cunhada Magali e a do meio é minha outra tia Francis que é irmã gêmea da Margot. Se bem que eu sempre confundo as duas. Elas são muito parecidas. A quarta é minha esposa Ana Bela. Ela não é linda?!? A última... a última piscou o olho e eu não to reconhecendo..."
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Acabo de sair do supermercado e confesso que fiquei possesso com a mulher do caixa. Não havia fila e eu cheguei tranquilamente no caixa com a minha cestinha pra pagar as compras, sem muita pressa pra ir embora. Eu reparei que a atendente, sem uniforme, estava fazendo outra coisa no computador, totalmente compenetrada numa planilha em que ela analisava uns números, conversando com a mulher do caixa ao lado dela. Eu não atrapalhei, esperei que ela acabasse o que estava fazendo para então me atender, afinal de contas, eu não tinha muita pressa. Passado uns 3 minutos em que a mulher continuava com a cara grudada na tela e fingindo que não me via, a fila começou a se acumular atrás de mim e eu disse a ela:
- Slichá! (Dá licensa!) - tentando chamar a atenção da mulher.
Ela respondeu, ainda sem olhar pra minha cara:
- Rega! (Um momento!) - como quem dizia: “Você não tá vendo que eu tô ocupada?!?”
Continuei esperando, dessa vez um pouco mais puto e muito mais impaciente. Passou mais um minuto e ela me atendeu normalmente.
Passada minha irritação, comecei a pensar mais profundamente no assunto e lembrei de uma descrição que o Victor, depois de 2 anos vivendo aqui, certa vez me deu: “O israelense não é grosso. Ele é informal.” Ele tinha razão.
Aqui, a mulher que te atende no caixa não tem o sentimento de inferioridade em relação a você, consumidor, que uma profissional do mesmo ramo tem no Brasil, por exemplo. No Brasil, num bate-papo com um porteiro, fica muito claro que o porteiro é o porteiro (pobre, favelado, sem muito estudo, baixa remuneração e baixo esforço intelectual) e você é você (mais rico, instruído etc.). Isso ocorre naturalmente. Não por preconceito, necessariamente, mas por consequência natural da enorme desigualdade social que vive esse país. O mesmo acontece num restaurante, num posto de gasolina, na própria casa com a empregada doméstica e em vários outros exemplos.
Por exemplo: você tem todo direito de chegar num restaurante de mal humor, sentar, reclamar, não gostar de esperar pra ser atendido e reclamar de novo. Afinal, você é quem tá pagando. Agora, se o garçom acordou com a pá virada, brigou com a namorada e te atende de cara fechada… disso ele não tem direito. O garçom tem que estar sempre sorrindo, sempre agradando, porque ele é o servente e você é o servido. Essa cena é muito comum no Brasil, onde o dinheiro fala muito alto.
Em Israel não é bem assim. A mulher do caixa me deixa esperando porque ela me olha como se eu fosse igual a ela. Não importa se eu sou mais rico, se eu sou sou mais poderoso, se eu sou isso ou sou aquilo. O que importa é que ela também é um ser humano, que também trabalha e ganha seu dinheiro dignamente e que também tem o direito de ficar de mal humor quando quiser. Por isso eu repito: o israelense não é grosso. Ele é informal.
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10:30 AM
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Monday, August 21, 2006
Recebi isso da minha avó. Achei interessante. Assim, a única revista que precisaria ser feita seria através do exame do toque.
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3:00 PM
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Saturday, August 19, 2006
Uma pérola. Elis e Adoniran cantando Iracema.
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Wednesday, August 16, 2006
Hoje, finalmente voltamos a Haifa após a guerra. Não estamos tão certos que a guerra tenha de fato terminado, mas essa trégua nos estimulou a voltarmos e começarmos nossa tão sonhada busca por um ap pra morar.
Na estação de trem em Tel Aviv fomos surpreendidos com um gesto lindo da companhia de trem: as passagens para os moradores do norte voltarem pra casa são gratuitas. Ficamos emocionados. Pequenos gestos que nos fazem ficar cada vez mais felizes, com um sentimento de que realmente estamos em casa aqui. Vejam o bilhete do trem que eles confeccionaram.
Além do preço 0,00 shekalim que não é difícil de entender, embaixo vem escrito:
Letzafon Beahavá - Ao norte com amor
Curtimos.
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7:31 AM
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Tuesday, August 15, 2006
Agora algumas fotos da parte terrestre da Turquia.
A primeira foto é também na Capadócia, onde tem essas formações rochosas em forma de pirulito.
Essa é numa fábrica de cerâmicas.
Isso é um restaurante à beira do rio. Tamarinha e eu.
Foto "Chegamos em Istambul!" no aeroporto.
Mesquita Azul
Tamarinha e minha mãe numa pracinha que tem entre as mesquitas Azul e Santa Sofia.
Tamarinha e meu pai no mercado egípcio de especiarias.
Pôr do sol feio em uma mesquita qualquer.
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2:47 PM
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Saturday, August 12, 2006
Finalmente, vou postar aqui algumas fotos da viagem pra Turquia que fiz semana passada. Devido à quantidade de fotos que tirei e, especialmente, ao passeio de balão que a gente fez na Capadócia, vou dividir o post em 2. Hoje eu coloco só algumas das mais de 40 fotos no balão, que aliás, é um prato cheio pra fotógrafos! Amanhã ou outro dia próximo eu coloco algumas fotos de Istambul e do restante da viagem.
Vou me privar nesse post a não ficar comentando foto a foto, porque acho que as fotos se comentam por si só. Simplesmente uma das melhores sensações da vida. Recomendo.






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11:51 AM
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Tuesday, August 08, 2006
Cheguei de viagem anteontem e eu queria realmente que meu primeiro post desse retorno fosse uma descricao da maravilhosa viagem que fizemos pra Turquia nessa semana que passou, com fotos que ficaram maravilhosas. Infelizmente, essa guerra ainda nao acabou e me consome mais e mais a cada dia. Nao so pela guerra por si so, mas pela merda de cobertura que a midia internacional dedica a ela. Eu tambem nao gostaria de postar um artigo de um jornalista qualquer, visto que milhoes de artigos sao circulados por dia na internet e voces (pelo menos quem se importa pelo assunto) ja devem estar saturados, alem do que perde um pouco o sentido do blog. Mas como meus pais estao em Israel agora e eu nao tenho muito tempo nem acesso direto a internet, vou postar esse artigo que foi escrito por um colunista da Folha de SP e eu vibrei de tanto que concordei com ele. Enjoy!
Caros senhores terroristas
Começou a época das manifestações. Leio agora que, só em Londres, milhares de pacifistas saíram à rua para marchar contra a guerra no Oriente Médio. Nada a opôr. Marchar contra a guerra é simpático. Mais ainda: é cómodo. Você pode não saber nada sobre o conflito, nada sobre as razões do conflito, nada sobre as consequências do conflito. Mas é contra. Ser contra é a absolvição do pensamento: uma forma tranquila de colocar a flor na lapela do casaco e mostrar a sua vaidade moral ao mundo. Hitler invadiu a Polônia, exterminou milhões de judeus e procurou subjugar um continente inteiro? O pacifista é contra. Contra quê? Contra tudo: contra Hitler, contra Churchill, contra Roosevelt. Contra Aliados, contra nazistas. E quando os nazistas entram lá em casa e se preparam para matar o pacifista, ele dispara, em tom poético: "Não me mate! Você não vê que eu sou contra?" É provável que o nazista se assuste com a irracionalidade do pacifista e desapareça, correndo.
Capitão: "Eu não mandei você matar o inimigo?"
Soldado: "Sim, meu capitão. Mas ele era contra. Fiquei com medo."
O pior é que os pacifistas que saíram à rua não são contra tudo. Eles só são contra algumas coisas, o que torna o caso mais complexo e, do ponto de vista paranóico, muito mais interessante. Lemos as palavras de ordem e ficamos esclarecidos. "Não ataquem o Irã". "Liberdade para a Palestina". "Tirem as mãos do Líbano". Imagino que alguém deixou em casa as frases sacramentais. "Irã só quer paz". "Hizbollah é gente séria". "Israel é racista; não gosta de mísseis". Essa eu entendo. Israel retirou do Líbano em 2000. Retirou de Gaza em 2005. O Líbano e Gaza, depois da retirada, transformaram-se em parque de diversões para terroristas do Hizbollah e do Hamas (leia-se: do Irã e da Síria) que tinham por hábito sequestrar soldados israelenses e lançar rockets para o interior do estado judaico. Israel, inexplicavelmente, não gostava de apanhar com mísseis na cabeça, marca visível da sua intolerância. Os pacifistas de Londres deveriam denunciar essa intolerância: um Estado que retira dos territórios ocupados e, ainda por cima, não gosta de ser bombardeado, não merece o respeito da "comunidade internacional".
E a "comunidade internacional" não respeita. Desde o início das hostilidades, no sul do Líbano, regressaram acusações conhecidas de "desproporção" e "matança indiscriminada de civis". Apoiado: as acusações, não os ataques. Se Israel não gosta de ser bombardeado, deveria refrear seus ímpetos belicistas e escrever uma carta aos senhores terroristas. Para explicar o desconforto da situação. Exemplo:
"Caros senhores terroristas,
Boa tarde.
Nós sabemos o quanto vocês gostam de bombardear as nossas cidades, apesar de termos voluntariamente retirado dos vossos territórios. Longe de nós condenar a forma gentil como gostais de matar o tempo. Mas lançar rockets para o interior de Israel não mata só o tempo; também mata pessoas que estão nas ruas, nos mercados, nos cafés. Seria possível parar com esse desporto?
Nós, judeus, sabemos que o pedido é excessivo, na medida em que, segundo opiniões dos senhores terroristas, que nós compreendemos e até respeitamos, desde 1948, ano da fundação de Israel, que nós não temos qualquer direito à existência. Mas não seria possível chegar a um entendimento, apesar da palavra 'entendimento' ser ofensiva para a cultura dos senhores terroristas? Dito ainda de outra forma: não seria possível que o lançamento de rockets ocorresse apenas em dias salteados? Por exemplo: às segundas, quartas e sextas? Os sequestros seriam apenas às terças e quintas, de preferência mais ao final da tarde, depois da saída do trabalho, para deixar o jantar já pronto.
O pedido pode parecer excessivo mas gostaríamos de lembrar aos senhores terroristas --e, por favor, não vejam nas nossas palavras qualquer crítica-- que nós tivemos essa gentileza: avisar as populações civis de que o sul do Líbano seria atacado, pedindo-lhes que se retirassem. Estamos conscientes, e por isso nos penitenciamos, que esse aviso às populações civis acaba por retirar valioso material humano que os senhores terroristas gostam de usar como escudo para exibir na televisão. Mas não seria possível substituir seres humanos por sacos de areia, mais fáceis de usar e controlar?
Uma vez mais, queiram-nos perdoar a ousadia da sugestão. Estamos certos de que a racionalidade das nossas propostas será recebida com a irracionalidade dos vossos propósitos."
Depois, era só enviar a carta e, estou certo, esperar pela resposta. Que viria, como vem sempre, voando pelos ares.
João Pereira Coutinho, 30, é colunista da Folha de S.Paulo . Reuniu
seus artigos no livro "Vida Independente: 1998-2003", editado em
Portugal, onde vive. Escreve quinzenalmente, às segundas-feiras,
para a Folha Online.
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Thursday, July 27, 2006
O blog vai entrar de ferias.
Em funcao disso, estou indo amanha pra Turquia com a Tamara encontrar meus pais.
Volto dia 6 pra ca com eles. Hasta!
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Wednesday, July 26, 2006
Recebi esse texto sobre a guerra.
http://pedrodoria.nominimo.com.br/
Escrevi essa resposta.
"Não adianta argumentar que o Hezbolá não segue tampouco se preocupa em seguir a Convenção de Genebra. Não é mesmo o que se espera de um grupo terrorista. São bárbaros. Israel é que não tem este direito."
Esse trexo do texto do Pedro Doria deixa claro como sua mensagem é vaga e populista. Sempre que se critica essas ações de Israel, se esquece de dar as sugestões para um combate "limpo" ao terrorismo, de acordo com a Convencao de Genebra etc. Por que? Porque nao lhes importa tanto assim. O que importa é denunciar a morte de civis inocentes, os desrespeitos a convenções internacionais por um país como Israel que já sofreu tantas atrocidades em sua história e agora faz o mesmo com os povos vizinhos (esse argumento é um dos preferidos dos anti-semitas de plantão).
"Israel é que não tem esse direito." Israel nunca tem esse direito! Dos terroristas nós podemos esperar que mandem bombas sem direcão exata para cidades de Israel, afinal de contas eles são terroristas. Mas de Israel nós não podemos tolerar um revide, porque senão vira "reação desproporcional" (a midia adora esse termo), morte de civis inocentes, guerra! Francamente!
Falta enxergar que o objetivo dos terroristas é esse. Criar uma reaçãao internacional que crucifica as ações de Israel, colocando-nos como os responsáveis pela desordem e falta de paz na regiao, como assassinos de civis inocentes e "terroristas de estado". Afinal de contas, qual o país que vai ficar de braços cruzados enquanto suas fronteiras são invadidas e seus soldados são sequestrados e mortos quando não há nenhum motivo evidente para isso? Se bem que eles são terroristas, então, segundo Pedro Doria, isso já é esperado por nós. ISRAEL NÃO TOLERA MAIS ESSE JOGO.
Há 60 anos que Israel foi fundado e desde então o Libano está em estado oficial de guerra contra Israel. Não estamos falando do Hesbolá e sim do Libano. Não acha que é um pouco demais?
Infelizmente, se ao longo da sua historia, Israel sempre obedecesse convenções internacionais, intervenções da ONU etc. em guerras que NÃO FORAM CHAMADAS PELA GENTE, Israel não existiria hoje. Israel aprendeu em 60 anos e o povo judeu em mais de 2000 anos, que não podemos depender de ajuda e conselho externo pra se defender.
Sobre o trecho: "Mais que isso: a Convenção de Genebra foi criada justamente para que aquilo que os nazistas fizeram nunca mais encontrasse qualquer rastro de legitimidade; para que nunca mais alguém pudesse dizer ‘estou seguindo ordens’ e pronto. Israel e a Convenção de Genebra são filhos legítimos da mesma mãe terrível." Só posso dizer que lhe falta enbasamento histórico. Quem criou o Estado de Israel foi o movimento sionista, que muito antes do holocausto já vinha trabalhando para a sua criação.
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Bruno
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4:51 PM
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Tuesday, July 25, 2006
Faça como um velho marinheiro, que durante o nevoeiro, leva o barco devagar...
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Bruno
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8:05 AM
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